Essa semana a cegonha veio anunciar que eu seria tia de uma menina e que de quebra três amigas estão grávidas. Minha irmã e mais duas delas serão mães de segunda viagem, outra de primeira. Mas até que ponto isso interfere?

Afinal, ter um novo filho é recomeçar uma nova jornada, com uma nova adaptação do corpo e da mente,  o retorno das dúvidas e anseios trazidos pelos hormônios e as surpresas que podem existir diante da diferença entre uma gestação e outra.

Eu aprendi meio no desespero que existe um oásis onde estão todas as outras mães. Lembro de momentos de excitação quando encontrava outra descabelada para conversar. Era a glória poder falar mal de todo mundo que me cercava e saber que eu não era a única que me achava louca por causa disso. Lembro dos papos com a minha irmã, com a enfermeira (que me fazia dormir e isso era raro), com a  Thaís. Elas foram meu conforto e muitas vezes só bastava uma palavra.

Isso só foi possível porque foram sinceras e me contaram suas experiências reais. A realidade pura de ser mãe no mundo de agora é que continua sendo maravilhoso  e ao mesmo tempo nada fácil. Aprendi no decorrer do tempo que no fim dá tudo certo, mas amanhã começa tudo de diferente

Esse papo todo porque hoje recebi a dica de um novo blog criado por 3 mães que são gente como a gente, ou pelo menos como eu. Essas guerreiras resolveram dividir os 30 minutos que tem sozinhas para passar seus depoimentos numa conversa de amiga para amiga e tentar ajudar as demais desesperadas que não descem no parquinho. A mensagem que ficou para mim é que mãe é tudo igual, mas cada uma lida com a situação de uma forma diferente e isso é necessário.

O nome do blog delas é Conversa de Mãe, o qual dediquei o post de hoje para dizer uma frase simples e tão ouvida, mas quando se é mãe é esquecida: Não  se cobre tanto!

Eu adorei uma dica que a Bia deu sobre a amamentação. Ela disse que se isolou do mundo para amamentar e que não via tv. Não dá, é só terror, não combina!

A Fabi dizia “não chega perto de mim senão explodo” e estava certíssima. A falta de sono faz muito mal nessa época, mas o estresse de querer fazer tudo também. Uma loucura.

Boas dicas são preciosas porque a coisa não flui por pirlimpimpim e achá-las é um caminho difícil, onde provavelmente esbarrará com alguns lobos maus, mas nada que o bom senso feminino não saiba identificar.

Eu aconselho aqui no blog alguns livros que li e me ajudaram muito, ter um bom pediatra que não olhe só para a criança mas também para mãe dela também é 10, ter uma enfermeira séria no primeiro mês é um luxo bem pago, e fazer um curso de mãe em um hospital bem conceituado é interessante para aprender dicas de amamentação.

E se alguém disser que não tem problema nenhum, é tudo lindo,  que amamentar é mole, você ri na cara dessa pessoa e pergunta… Is it the real world?!