Li no site Mãe com Filhos um ótimo post da Cybele Meyer, educadora e mãe, que  fala sobre a tragédia que se passou há 1 semana atrás com o filho da atriz Cissa Guimarães.

O interessante  foi que com base nas informações sobre o desfecho da tragédia ela descontrói o nosso pensamento, que nesse momento está focado apenas na brutalidade dos fatos, para o que considero uma das raízes do problema: a falta que o limite faz a uma pessoa.

Ela aponta um estudo feito com crianças onde um psicólogo colocou-as dentro de uma sala com um marshmallow cada uma e pediu para que não os comece antes que a professora autorizasse, em troca de receberem por esse ato uma recompensa.

Algumas crianças perdem o controle e comem o marshmallow como mostra o vídeo.

Esse vídeo rodou a internet como algo engraçado, mas a verdade é que essas crianças foram acompanhadas por 15 anos e o que se descobriu foi que as que desobedeceram a regra apresentaram dificuldades em se relacionar socialmente, além de uma maior frequência de transtornos mentais e menor desempenho cognitivo, ao contrário das demais.

Esse comportamento que Cybele chama de imediatismo é mais frequente que parece na atual sociedade e são vários os fatores que levam a falta do autocontrole uma delas é a falta de autocontrole dos próprios pais, como o do que pagou ao policial para libertar seu filho.

Acho que as pessoas já nascem com alguma personalidade, mas de fato lembro dos meus pais entrando em uma loja e fazendo um crediário para comprar um presente bom para o Natal e o aniversário, no máximo. Não tinha escândalo na frente de brinquedo, não tinha indecisão, era aquilo e pronto. E cresci achando isso a coisa mais natural do mundo, porque hoje as crianças precisam de tantos brinquedos. O mundo mudou, está mais concorrido… de fato! Acontece que o limite é a base do autocontrole. O mesmo comportamento que fará a criança assimilar porque precisa aguardar o tempo certo para cada coisa (sair, dirigir, beber, etc) e principalmente criar seus próprios critérios e valores.