Posso começar esse texto afirmando que nenhuma experiência é tão intensa quanto a de ser mãe. Depois de 2 corridos meses eu e Malu já nos entendemos super bem, mas comemos um dobrado para chegar até aqui. Não foi nada fácil assumir as “noitadas” e principalmente passar pela adaptação da amamentação, na verdade, meu grande fantasma. Isso somado a uma longa icterícia por causa da nossa diferença de tipos sanguíneos somos só alegria.

Nesses dois meses que se passaram já existiram várias fases… A do “será que eu sou mesmo uma merda de mãe ou essa criaturinha veio ao mundo para me apavorar” até a “quero ter outra igual amanhã porque nasci para isso”. Emoções antagônicas surgindo quase ao mesmo tempo e de zero a 100 em 2 segundos. Haja coração,ocitocina, prolactina e reza.

Mas na conta desse rolo a soma é só positiva. A segurança já tomou conta desse corpinho desde o momento que consegui identificar cada choro – pode me chamar de louca. E digo que os livros que li foram ótimos para me ajudar a identificar os blues, mas na hora do pega para capar a gente mata no peito e chuta para gol sem nunca ter tocado na bola.

Vai que é tua mãe! Toma!