Sexta foi meu ultimo dia no trabalho e coincidentemente senti o tampão cair as 15h da tarde. Na mesma hora pensei que a bolsa havia se rompido momentos antes de dar um tchau, então só disse que achava que era a hora. Nossa! Porque não segurei a boca!? Em segundos a notícia do nascimento da criança era o assunto de msns e já tinham uns 8 ao lado com minha bolsa, chaves de carro e o que precisasse. Isso porque a Pro matre é na mesma rua.

Acabei indo para casa de taxi as 19:30h. Estava estranha mas não sabia porque. Uma cólica chata, mal estar, sem posição o dia inteiro. Um trânsito do cão, taxista que não calava a boca, um suador e nada de ar condicionado. Chuva.

Depois de 1 hora que não terminava cheguei em casa, tomei um belo banho e pensei… Agora é cama e tudo passa! A partir de hoje é só esperar… Esperar… Esperar…

Tá, mas vem cá meu bem? Agora vai ser assim até chegar a hora? Que droga de incômodo é esse no pé da barriga?

Já ouviu falar em pé de barriga? Se não ouviu é porque não tem ou teve uma tão grande, porque a minha só falta andar sozinha.

As 21:00, com dor, pensei: – É fome!

As 21:30 e 3 pratos de macarrão depois, ainda com dor mesmo depois do buscopan, tive a brilhante idéia de medir o espaço entre as “cólicas”.

Uma hora depois para constatar que as ” cólicas” iam e vinham de 10 em 10 minutos e então liguei finalmente para a médica, muito contra a vontade porque o sono dominador me dizia que não precisava, era só dormir.

Na passagem do dia 27 para 28 de novembro já estávamos na Pro matre recebendo a notícia da internação. Ainda não era hora e não dei muita bola, liguei para médica e pedi que não viesse porque precisava dormir! Imagina? As 3:30h a bolsa estourou. Ahhh grande diferença de um tampão para uma bolsa! Só isso me fez literalmente acordar para a realidade de que essa era a hora da Malu!!!

Contrações controladas mas dilatação ainda em 1cm, ou seja, quase nada.

Diante de todas as tentativas, as 08:42h a Malu nasceu de cesária, super saudável!!!