mãe e filho2

Gosto muito de ler blogs de outras mães que já estão vivendo a experiência na prática e em especial daquelas que falam de forma aberta como é conviver 24horas  com um ser que não sabe falar, mas quer e precisa se comunicar e nós, do outro lado, precisamos entender. Acredito que isso aconteça mais com mães de primeira viagem, mas como cada bebê é diferente do outro vale para todas. Afinal, mesmo que a gente faça o mesmo roteiro a paisagem e ocasionalidade sempre mudam.

As leituras ajudam bastante a esperar o que vem adiante, mas é sempre uma caixinha de surpresa. Se o nenêm é anjo ou sensível e irritado só vai dar para saber quando ele vier ao mundo. Fora isso, existem fatores como o nascimento prematuro e a própria falta de experiência dos pais para guiar o bebê na sua rotina que podem influenciar no comportamento.

Entre outros blogs, gosto muito dos textos do Padeceno no Paraíso, o seu último texto me inspirou a escrever esse. São muito francos e esclarecedores. É bom as mães ficarem preparadas para o surgimento das culpas. Será que estou cuidando direito do nenem?  Essa é a pergunta mais usada, e começar a se sentir a mais burra das criaturas não vai adiantar.

Li ontem mesmo sobre isso no livro Encantadora de bebês. A autora ensina técnicas para os choros e todas as dificuldades, mostrando um pouco o exemplo de emails que recebe com mães desesperadas. Cada bebê terá um perfil, mas basicamente uma criança chora porque sente dor, fome, dorme mal e está irritada, e as mães precisam decodificar o choro antes de colocar no colo ou dar o peito –  até por que se for refluxo a coisa só piora.

Sei que não é simples e para quem ainda não vive na prática pode parecer fácil falar, mas acho muito acolhedor conhecer exemplos e técnicas antes de se desesperar, reclamar da criança e o que é pior, se culpar.

A autora ensina a decodificar os choros e chama de paternidade acidental os “deslizes” inconcientes que acabamos permitindo no momento desespero profundo. A técnica se baseia em tentar acalmar o nenêm ainda no berço quando sabemos que o choro não é de fome, cólica ou de refluxo (existem caretas e movimentos que eles fazem para cada um deles – beicinhos de fome, erguer as perninhas para cima de cólica, o mais dificil é o refluxo, para esse é bacana colocar um colchãozinho ideal e reparar se ele só dorme ou se acalma quando está inclinado (na cadeirinha por exemplo) – se sim,  tem grande chances).

O nenem precisa sentir sua mãe nas costas dele e ouvir sua voz para saber que está lá, o amparando. Caso não pare o choro deve pegá-lo no colo e voltar ao berço imediatamente quando para. Até ficar completamente tranquilo (o ciclo deve ser repetido a cada vez que chorar) pode demorar de 20 minutos a 1 hora, ou mais. Mas a paciência e perseverança nessa hora precisam ser mais fortes que o cansaço, pois o que estamos fazendo na verdade é ajudar o bebê a se sentir melhor quando fica sozinho e ele ficará mais tranquilo depois disso. A meta precisa ficar grudada na parede em frente ao berço para lermos enquanto todo o resto do mundo (vai ter uma fila de gente logo atrás dando várias soluções para tudo) diz que você está enganada.

Claro que essa técnica tem n explicações por isso recomendo a leitura do livro. Claro que não vou me lembrar de tudo na hora e nem seguir uma guia passo-a-passo, mas a simples lembrança de uma delas pode me ajudar muito e principalmente, saber que tem solução e que depende de mim e da minha tranquilidade mental me ajudam bastante.

Ficar imaginando também só os problemas que estão por vir não ajuda a curtir o momento único de ficar grávida. Dividir as leituras e conversas com as compras e preparativos ajuda a equilibrar esse momento.