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A partir do momento que o casal sabe que está “grávido” começam as escolhas. Mesmo sabendo que tudo é muito cedo os olhares dos pais se voltam para os carrinhos no shopping e os planos de saúde e os da mãe imediatamente para a escolha do obstetra e do hospital.

Estou na fase do obstetra. Tarefa difícil quando se vive em uma cidade onde não se tem algo que chamo de “herança médica” que o acompanha. Conheço gente que leva seus bebês nos seus próprios pediatras. Não sei se isso é bom ou ruim, só sei que com certeza não terei.

As primeiras tentativas foram mais que frustradas. Uma médica indicada nos fez duas únicas perguntas assim que sentamos em sua frente: “Qual foi a data da sua última mestruação?”. E depois da resposta dada e conta feita perguntou mais uma vez… “Vai ser parto normal ou cesária?”. Bom, essa tive que pensar mais 10 segundos,  afinal era a primeira médica que via e de fato nem estava pensando ainda como o ovinho ia sair da minha barriga, apenas queria mantê-lo firme ali! Disse a ela pensando praticamente: “Cesária” (tentando parecer muito certa e inteligente). A médica cotinuou então… “Sendo assim posso ser sua obstetra, pois adiantamos em uma semana o parto e depois viajo para o Piauí de férias.”

Nesse momento passei um olhar penetrante por todo o consultório até achar todas as rachaduras do teto, canetas bic e fotos que não estavam muito alinhadas em um mural velho, enquanto meu marido saía da consulta achando a médica muito prática, principalmente por que ela aceitava o nosso plano.

Nem preciso contar o final da decisão!