Passei por várias necessidades  ao longo desses curtos e rápidos 2 meses de vida da Malu. A primeira, e mais difícil, foi a da saída da maternidade. Por sorte pude contar com a ajuda de uma super mãe e uma enfermeira que contratei lá mesmo no Pró Matre. Ela me ajudou com os primeiros banhos, as dúvidas da icterícia, os alívios das cólicas e principalmente com o meu maior fantasma, a amamentação. Foram 40 dias de convivência e apego. Mas uma profissional dessas custa caro e acaba não se adequando a outra fase da necessidade. Agora me vi precisando de alguém para ajudar no dia a dia, já pensando no retorno do trabalho, e nessa hora é que vem a dúvida entre o que é melhor: ter uma pessoa em casa ou colocar na creche.

Pesquisando com pediatras, outras mães, e me baseando em minhas próprias necessidades, conclui que era melhor ter uma babá até ela se fortalecer, porque nos primeiros meses a convivência com outras crianças é um grande foco de doença, fora que meu longo horário de trabalho se tornaria um estresse com o relógio para apanhá-la.

Depois de várias entrevistas e uma tentativa estou muito satisfeita com a escolha. Mesmo não sendo tão fácil assumí-la, jáque a nossa vontade é de estar perto o tempo todo ou de ter mais gente junto. Com o passar do tempo, agora com 2 meses, meus fantasmas se foram. Estou mais confiante que tudo vai dar certo e meu fantasma noturno se foi, antes de 1 mês não consegui dormir com a Malu porque simplesmente não pregava o olho e de manhã estava um caco e sem leite.

Hoje ela já dorme sozinha quando a Fê não está, enquanto a assisto pela babá eletrônica, que já virou um item indispensável. Aliás, a babá eletrônica é a liberdade em forma de celular que só recebe. A minha tem uma tela pequena que carrego para cima e para baixo em casa agarrada no sutiã, uma coisa tipo celular de mãe cafona. A proveito e já deixo pendurada uma chupeta no meio do peito para os momentos rápidos. Mentira!!! Não surtei ainda.

É muito acolhedor poder acordar no meio da noite com a Malu imitando o Pato Donald. Até ela começar o chorinho sei que vai dar tempo de eu despertar aos poucos e me organizar.

Aproveito para recomendar o site que encomendei a minha. O bom seria ir para Miami buscar mas quem não pode vale a pena pedir para alguém ou comprar pela internet. Arrisquei nesse site e gostei bastante, afinal ela saiu por 1/3 menos do que na Alô Bebê. Vale dar um pulo na loja, escolher a que quer e mandar trazer. Só recomendo que seja com antecedência porque infelizmente nossos correiros ainda demoram demais para entregar as mercadorias quando chegam no Brasil.

Estas são de 1 a 2 meses.

Vamos ao que interessa! Fotos!!! Essas são dos primeiros 15 dias.

Posso começar esse texto afirmando que nenhuma experiência é tão intensa quanto a de ser mãe. Depois de 2 corridos meses eu e Malu já nos entendemos super bem, mas comemos um dobrado para chegar até aqui. Não foi nada fácil assumir as “noitadas” e principalmente passar pela adaptação da amamentação, na verdade, meu grande fantasma. Isso somado a uma longa icterícia por causa da nossa diferença de tipos sanguíneos somos só alegria.

Nesses dois meses que se passaram já existiram várias fases… A do “será que eu sou mesmo uma merda de mãe ou essa criaturinha veio ao mundo para me apavorar” até a “quero ter outra igual amanhã porque nasci para isso”. Emoções antagônicas surgindo quase ao mesmo tempo e de zero a 100 em 2 segundos. Haja coração,ocitocina, prolactina e reza.

Mas na conta desse rolo a soma é só positiva. A segurança já tomou conta desse corpinho desde o momento que consegui identificar cada choro – pode me chamar de louca. E digo que os livros que li foram ótimos para me ajudar a identificar os blues, mas na hora do pega para capar a gente mata no peito e chuta para gol sem nunca ter tocado na bola.

Vai que é tua mãe! Toma!

Sexta foi meu ultimo dia no trabalho e coincidentemente senti o tampão cair as 15h da tarde. Na mesma hora pensei que a bolsa havia se rompido momentos antes de dar um tchau, então só disse que achava que era a hora. Nossa! Porque não segurei a boca!? Em segundos a notícia do nascimento da criança era o assunto de msns e já tinham uns 8 ao lado com minha bolsa, chaves de carro e o que precisasse. Isso porque a Pro matre é na mesma rua.

Acabei indo para casa de taxi as 19:30h. Estava estranha mas não sabia porque. Uma cólica chata, mal estar, sem posição o dia inteiro. Um trânsito do cão, taxista que não calava a boca, um suador e nada de ar condicionado. Chuva.

Depois de 1 hora que não terminava cheguei em casa, tomei um belo banho e pensei… Agora é cama e tudo passa! A partir de hoje é só esperar… Esperar… Esperar…

Tá, mas vem cá meu bem? Agora vai ser assim até chegar a hora? Que droga de incômodo é esse no pé da barriga?

Já ouviu falar em pé de barriga? Se não ouviu é porque não tem ou teve uma tão grande, porque a minha só falta andar sozinha.

As 21:00, com dor, pensei: – É fome!

As 21:30 e 3 pratos de macarrão depois, ainda com dor mesmo depois do buscopan, tive a brilhante idéia de medir o espaço entre as “cólicas”.

Uma hora depois para constatar que as ” cólicas” iam e vinham de 10 em 10 minutos e então liguei finalmente para a médica, muito contra a vontade porque o sono dominador me dizia que não precisava, era só dormir.

Na passagem do dia 27 para 28 de novembro já estávamos na Pro matre recebendo a notícia da internação. Ainda não era hora e não dei muita bola, liguei para médica e pedi que não viesse porque precisava dormir! Imagina? As 3:30h a bolsa estourou. Ahhh grande diferença de um tampão para uma bolsa! Só isso me fez literalmente acordar para a realidade de que essa era a hora da Malu!!!

Contrações controladas mas dilatação ainda em 1cm, ou seja, quase nada.

Diante de todas as tentativas, as 08:42h a Malu nasceu de cesária, super saudável!!!

Esse povo não perde tempo viu!? Além do monte de presente que ando ganhando quase diariamente, recebi uma montanha de fraldas hoje! A tradição é tacá-las quando se é pai, então no meu caso o barrigão foi o escudo protetor!

Valeu galera!!! Vou sentir muiiiitas saudades enquanto estiver longe, mas convido vocês para uma excursão em casa caso queiram viver um wild day ;)

Me deu até um arrepio na espinha pensar que teria que trocar todas elas. Olha a minha cara de quem não sabe o que fazer…

Até que enfim! Quartinho montado e mala pronta!

Uma vida rosa para a Malu!

Há tanto que espero o dia do chá de bebê e penso como ele seria… quando pensei em fazê-lo junto com o meu aniversário no dia 07 de novembro achava que seria muito distante já. Engraçado como chegou e passou tão rápido.

Foi uma ótima tarde, que virou uma noite, em comemoração com  os amigos de São Paulo e a vovó Inez que veio comemorar conosco. Como em toda festa que faço não tive tempo de conversar com todos e o agito é sempre cansativo, mas fiquei feliz em não ter que me pintar e virar o centro de atenção (já não basta o tamanho da barriga) até mesmo porque a Malu ganhou tanto presente que com certeza não saberia adivinhar nem metade.

O querido primo Helton trouxe toda sua tecnologia e nos ajudou com as fotos. Também agradeço aos amigos Carol, Gabs e Joice por toda a ajuda que deram, incluindo a força para que arrumasse o quartinho da Malu! E a todos pela presença e presentes lindos!

Separei com dificuldade algumas que adorei.

E lá fomos nós fazer o tão esperado 3D, vovó Alice, Jean e eu. Cada um com a sua ansiedade, eu para ver a carinha dela, o pai para ver se estava tudo bem ou ainda tinha alguma surpresinha, e a vovó para vê-la em movimento pela primeira vez e em grande estilo.

É claro que nem precisa colocar aqui a enquete para saber com quem a menina se parece. O nariz nem se fala. A frase espontânea da vovó foi: – Liga não filha, a gente faz uma plástica quando ela ficar mais velha. : |

Mas nada se compara com a delícia de saber que a nossa bolinha agora já tem até tufinhos de cabelo e está com 2.300 kg em suas 32semanas e 6 dias.